Análise Jungiana do Tarô

Olá!

Bom, hoje vou falar rapidamente sobre o que é a análise Jungiana do tarô.

Para começar, acho justo começar pelo tarô.

O tarô tem uma história muito antiga, na verdade não se sabe exatamente aonde e porque começou. Alguns dizem que era costume entre as classes altas da sociedade, a pintura de pequenas lâminas com imagens, como se fossem miniaturas das grandes obras, ou que os conhecidos bobos da corte reproduziam as classes sociais conforme as percebia, retratando como se fosse um teatro em pequenas imagens da realidade, enfim, são inúmeras as possíveis verdades.

Ocorre que, com o tempo, algumas dessas imagens passaram a ser reproduzidas com mais frequência, e assim, se firmaram no tempo. Depois, sofreram algumas alterações (criando os baralhos de naipes e outros), e hoje existem vários e inúmeros tipos de tarô.

Mas, independentemente do tipo, forma ou conteúdo do tarô, ele trabalha com um fundamento que se repete em todos eles: os símbolos, ou o que ouvimos com mais frequência, os arquétipos.

Gustav C. Jung, foi um psicoterapeuta, psiquiatra e psicanalista, que iniciou seus estudos com Freud. Ocorre que ele percebeu e enfatizou diferentes pontos dentro do nosso inconsciente.

Um desses pontos, é o que ele chamou de inconsciente coletivo. Esse inconsciente coletivo é uma força, um campo mental externo ao nosso, que alimenta e é alimentado por nós. Isso porque, ele é formado e mantido por todas as experiências humanas.

Tudo o que a humanidade experimentou, e experimenta, é mantido nesse ics coletivo. E esse campo, por ser tão grande e vasto, exerce certa força sobre nós, que estamos inseridos nele. E por exercer força, a tendência é que ela se repita, pois está introduzida no nosso inconsciente, e assim, muitas vezes reproduzimos e repetimos essas forças, sem perceber.

Essa força que se repete como uma projeção interna e inconsciente, Jung chamou de símbolo.

Símbolo nada mais é que uma imagem ou palavra que possui significado atemporal, conhecido, mesmo que não experimentado pelo indivíduo em si. Por exemplo, podemos reconhecer a figura do Papa: mesmo que um indivíduo não seja católico, religioso ou afim, ele sabe que aquela figura representa o contato com o ser único e divino.

Outro exemplo: o pai. Mesmo que a pessoa não tenha pai, ela sabe o que se espera de um pai (autoridade, firmeza, proteção) e, caso tenha um pai que não entre nesse padrão, provavelmente gerará algum tipo de frustração, questionamento, etc.

E assim, podemos dizer que as imagens do tarô, são pautadas nesses arquétipos e símbolos de cada cultura, e cada uma delas possui uma razão de ser e estar, e representa uma projeção interna e inconsciente que nos colocamos muitas vezes durante nossa vida.

E percebendo tudo isso, Jung resolveu utilizar dessa ferramenta para verificar quais os padrões externos que um paciente/analisado estava apresentando naquele determinado momento de sua vida, e assim, trabalhar com mais clareza os aspectos dessa projeção. Logo, o tarô serve como um identificador de padrões, não como um oráculo divinatório, por assim dizer.

Para Jung, o ser humano é um ser em constante aperfeiçoamento, e que busca incessantemente se conectar com uma unidade, e cada passo em sentido contrário, leva às neuroses e psicoses, já que estaríamos em desarmonia com uma força maior e abrangente.

Todo o esforço humano busca trazer às claras, as sombras do inconsciente, para que cada vez mais possamos entender o que realmente está nas camadas mais profundas da nossa existência.

Interessante? Aproveita e confere as lives, onde fiz leituras Jungianas com o tarô e bati um papo sobre isso. Até mais. 😉

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